DATA DE ENTREGA: ATÉ 25/05/2007
1ª DISSERTAÇÃO
Leia o editorial abaixo, procurando perceber as idéias principais e o
tema desenvolvido. Em seguida, elabore sobre esse tema uma
dissertação clara e coerente.
Quem já entrou no British Museum, em Londres, ou no
Louvre, em Paris, por exemplo, teve a feliz oportunidade de fruir
algo de antigas civilizações. As coleções dessas instituições e de
outras similares são tão formidáveis que, por alguns instantes,
podem dar a impressão de transportar o visitante para a Atenas de
Péricles ou o Egito dos faraós. Tudo isso seria excelente, se parte
desses magníficos acervos não fosse fruto de pilhagem.
Tentando reaver o que é seu, um grupo de aborígenes
australianos impediu que um conjunto de artefatos antigos da
comunidade fosse restituído ao Museu Britânico, o qual havia
emprestado as peças ao Museu Victoria, na Austrália.
Os aborígenes conseguiram uma ordem judicial para frustrar
a devolução, o que reacendeu a polêmica em torno da propriedade
de tesouros culturais e artísticos que se encontram em posse das
antigas metrópoles coloniais.
Não é de hoje que países herdeiros de antigas civilizações
reclamam suas relíquias de volta. A Grécia, por exemplo, reivindica
a reintegração dos mármores de Elgin, os 56 frisos e 19 estátuas do
século 5o a.C., que adornavam o Parthenon em Atenas e, no início
do século 19, foram levados pelo então embaixador britânico no
império Otomano, lorde Elgin. A Grécia estava sob o domínio turco.
Para complicar mais a questão, alguns tesouros já passaram a
fazer parte do patrimônio da sociedade que deles se apossou. É o
caso do diamante Koh-i-Noor, que pertenceu ao último marajá do
Punjab, na Índia, mas hoje está encravado na coroa britânica.
A questão é por certo complexa, mas muitos acreditam que,
como princípio geral, as obras deveriam ser restituídas. Embora
potências coloniais costumem argumentar que as peças foram
levadas legalmente, convém lembrar que era difícil para autoridades
de alguns países deixar de negociar sob a mira dos canhões de
Napoleão ou com a esquadra imperial britânica fundeada ao largo
de seu litoral.
(Folha de S. Paulo, 28/07/2004)
DATA DE ENTREGA: ATÉ 01/06/2007
2ª DISSERTAÇÃO
Leia com atenção os textos que seguem.
I. Converso com um garoto de 16 anos e com sua mãe,
exasperada. O garoto decidiu mudar de estilo. Jogou
fora todas as suas roupas folgadas, sem pedir
permissão. (...)
Agora, ele quer calças estreitas e camisetas justas. O
problema é que uma cena parecida já aconteceu um
ano atrás. Naquela ocasião, a roupa apertada foi para o
lixo – substituída por calças e camisetas que pareciam
velas mestras.
A mãe: “Por que mudar assim, de repente?” O garoto:
“Agora todo mundo que é legal se veste assim”. A mãe,
irritadíssima: “Você não deveria ser você mesmo? Ter
um estilo seu, sem preocupar-se com os outros?”
É fácil simpatizar com a mãe, embora não saibamos
muito bem o que é “ser você mesmo”. De qualquer forma,
concordemos: não é bom estar sob o domínio do
que pensam os outros. Seja você mesmo, livremente,
escute e respeite seus impulsos mais singulares: essa
é uma das regras preferidas da modernidade. Uma
outra regra diz, ao contrário: preocupe-se bastante com
o olhar dos outros, pois, neste mundo, todos os cargos
são eleitorais, ou seja, cada um deve seu lugar à
aprovação que encontra e suscita. O garoto, mudando
de estilo, busca conciliar as duas regras.
(Contardo Calligaris)
II. No conto admirável que é “O espelho”, Machado de
Assis conta a história de um jovem que foi promovido a
oficial da Guarda Nacional. Depois que vestiu a farda
magnífica e vistosa, todos passaram a vê-lo de modo
diferente, a elogiá-lo e a homenageá-lo. Certa ocasião,
ficando sozinho num sítio perdido do interior, foi olharse
ao espelho e mal conseguiu ver sua própria imagem,
não lhe foi possível identificar seu próprio rosto. Passou
por maus bocados, até que teve a idéia de vestir a
farda de oficial. Olhando-se ao espelho, bem fardado,
reencontrou a imagem nítida e integral de si mesmo.
III. Quando quis tirar a máscara
Estava pegada à cara.
(Fernando Pessoa, Tabacaria)
Pegada = Colada, agarrada.
Os textos I, II e III tratam do mesmo tema. Escreva uma
dissertação, na qual você deverá identificar esse tema e
comentar, de modo pessoal, os diferentes aspectos nele
implicados.
domingo, 13 de maio de 2007
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